Grupo lucrou cerca de R$ 2 milhões nos últimos meses. Chefe do esquema é morador de Caldas Novas (GO). Operação ocorreu em GO, SP e PR
Goiânia – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (24/2) uma operação contra o contrabando de bebida alcoólica. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Paraná.
As investigações começaram em junho de 2021, após a prisão de quatro pessoas que transportavam grande quantidade de bebidas alcóolicas provenientes do Paraguai com destino ao estado de Goiás, desacompanhadas da documentação de importação legal das mercadorias.
O líder do grupo, que movimentou cerca de R$ 2 milhões nos últimos meses, reside em Caldas Novas (GO). Ele possui empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial, que são revendidas a clientes com alto poder aquisitivo, mediante encomendas. Cada garrafa chega a custar mais de R$ 10 mil.
Polícia envolvida
Um dos presos naquela ocasião do flagrante é servidor público estadual e repassava informações privilegiadas aos investigados sobre fiscalizações nas rodovias estaduais de São Paulo.
Ele também participava de alguns transportes portando arma de fogo e funcional da corporação. A Justiça Federal determinou o imediato afastamento do policial de suas funções a partir de hoje, bem como a entrega de seu armamento e fardamentos à corporação.
As investigações demonstraram que pelo menos dez pessoas faziam parte de um grande esquema de importação ilegal de mercadorias, especialmente bebidas, que movimentou só nos últimos meses, mais de R$ 2 milhões.
Crime de descaminho
Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e buscas em Penápolis (SP) e Caldas Novas (GO). Também houve mandados de busca em endereços de Matelândia (PR), Santa Tereza do Oeste (PR), Itaquajé (PR), Rio Quente (GO) e Goiânia (GO).
A operação foi batizada de “vinha”, em alusão à plantação de uvas, utilizadas no vinho, principal bebida comercializada ilegalmente pela organização criminosa.
Os investigados vão responder pelos crimes de “Descaminho”, que prevê até 12 anos de reclusão. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
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