Home office dificulta contratação de jovens em início de carreira
Estudos do Federal Reserve de Nova York e dados da Gupy revelaram que recém-formados enfrentaram maior desemprego e menos vagas remotas entre 2022 e 2026.
Desemprego em alta para os recém-formados
Ao contrário do que se esperava para uma geração hiperconectada, o modelo de trabalho à distância trouxe barreiras para quem está começando. O levantamento do Federal Reserve de Nova York indicou que as empresas têm dificuldades para treinar, orientar e integrar funcionários sem experiência prévia de forma totalmente virtual.
Os impactos desse cenário no mercado internacional apontam que:
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A taxa de desemprego entre jovens de 22 a 27 anos atingiu 5,8% em 2025, o maior nível fora da pandemia desde 2012.
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Entre os graduados universitários com menos de 29 anos, o desemprego subiu 20% na comparação com o período pré-pandemia.
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O problema não está relacionado à inteligência artificial ou a crises no setor de tecnologia, mas sim à complexidade do treinamento à distância.
Cenário brasileiro e redução de vagas pela Gupy
No Brasil, os dados coletados pela plataforma de recrutamento Gupy mostram um movimento consolidado de queda na oferta de trabalho à distância. Em maio de 2026, a proporção de vagas anunciadas 100% remotas ficou 0,3 ponto percentual abaixo da média registrada antes da pandemia, acumulando sete meses seguidos de retração.
Mesmo com menos oportunidades disponíveis, o interesse dos candidatos por esse formato continua muito alto, gerando forte concorrência. Conforme explicou Guilherme Dias, CMO e cofundador da Gupy, os profissionais em início de carreira representam a fatia mais ativa na busca por vagas no sistema da empresa, o que comprova a forte demanda dos jovens por uma chance de entrada no mercado de trabalho.




