Cotas raciais na UnB acumulam 38 apurações por fraudes
A Universidade de Brasília (UnB) acumula 38 processos em tramitação por suspeitas de fraudes no sistema de cotas raciais, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (7/9), no Distrito Federal.
Os processos apuram o ingresso indevido de estudantes na modalidade destinada exclusivamente a candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI). Os dados revelam o histórico recente de aberturas de apurações:
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2022: 10 processos abertos
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2023: 16 investigações instauradas
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2024: 3 apurações registradas
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2025: 7 processos iniciados
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2026: 2 discentes investigados até o momento
Atuação das bancas e posicionamento de especialistas
Entre 2022 e 2026, apenas dez processos foram encerrados, todos sem aplicação de penalidades por não constatarem irregularidades. A instituição descontinuou as bancas de heteroidentificação entre 2013 e 2022, mas retomou o funcionamento das comissões em 2023 para validar as autodeclarações.
A especialista em gênero e raça Kelly Quirino destaca que a morosidade nos julgamentos favorece a impunidade, reforçando a importância do trabalho contínuo das comissões de verificação para garantir a correta aplicação das políticas de reparação histórica.
Histórico de punições na instituição
Em desdobramentos de denúncias anteriores, a UnB aplicou sanções severas a estudantes de diversos cursos:
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Expulsões: 15 alunos desligados
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Diplomas cassados: 2 egressos com títulos anulados
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Créditos cancelados: 8 ex-alunos afastados tiveram o histórico zerado




