Chips da beleza trazem riscos graves para a saúde das mulheres
A médica endocrinologista Kamilla Brandão, do Hospital Orizonti, emitiu um alerta nesta segunda(22) sobre os perigos do uso de implantes hormonais e anabolizantes para fins estéticos.
A busca por emagrecimento, ganho de massa muscular e melhora na aparência física tem impulsionado a procura pelos chamados “chips da beleza”. No entanto, a utilização dessas substâncias sem comprovação científica de segurança pode desencadear danos severos ao organismo feminino.
Entenda as substâncias mais comuns
O mercado estético tem divulgado frequentemente compostos hormonais como soluções milagrosas. A endocrinologista detalha o real papel de dois dos principais medicamentos utilizados:
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Oxandrolona: É um esteroide anabolizante derivado da testosterona. Não possui qualquer indicação aprovada para perda de peso, rejuvenescimento ou ganho muscular em mulheres saudáveis.
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Gestrinona: Hormônio sintético usado historicamente no tratamento da endometriose. Não é aprovado e nem recomendado para combater o envelhecimento ou modificar a composição corporal.
Principais efeitos colaterais e riscos
O uso inadequado e sem critérios médicos de hormônios androgênicos acarreta uma série de problemas de saúde de curto e longo prazo:
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Problemas cardiovasculares: Provoca alterações no colesterol, aumento da pressão arterial, elevando os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
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Virilização: Sintomas como engrossamento da voz, queda de cabelo, crescimento de pelos no corpo e aumento do clitóris podem se tornar irreversíveis.
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Toxicidade hepática: Danos graves ao fígado, principalmente quando os anabolizantes são ingeridos por via oral.
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Saúde mental e metabólica: Ocorrência de ansiedade, depressão, oscilações severas de humor, além de resistência à insulina e irregularidade menstrual.
O papel real na menopausa
A especialista do Hospital Orizonti, Kamilla Brandão, pondera que a terapia hormonal é válida e possui benefícios quando direcionada para tratar os sintomas da menopausa, como as ondas de calor e a perda de massa óssea.
A indicação, contudo, deve ser totalmente individualizada. A médica reforça que a oxandrolona pode ter uso correto e comprovado nesses casos específicos da menopausa, enquanto a gestrinona não faz parte do tratamento atual. O foco da reposição deve ser sempre a qualidade de vida, e nunca a transformação estética.




