Modelo operacional das agências está quebrado

Modelo operacional das agências está quebrado

O consultor Ivan Fernandes afirmou no Maximídia nesta quinta-feira (1º) que o modelo operacional das agências está quebrado devido a margens apertadas, automação e encolhimento das equipes dos anunciantes.

Estrutura da Matéria

Pressão financeira e avanço da Inteligência Artificial

A análise detalhada durante o evento mostra que o setor publicitário vive uma crise estrutural de sustentabilidade financeira. As margens de lucro das agências continuam sendo drasticamente reduzidas enquanto as exigências por resultados rápidos só aumentam.

Nesse cenário, Ivan Fernandes destaca que o talento humano permanece sendo a tecnologia mais valiosa da comunicação, mas ressalta o impacto direto da Inteligência Artificial. A automação avançada vem absorvendo orçamentos tradicionais, o que força as empresas do setor a investirem em tecnologia mesmo com o caixa apertado. Além disso, as áreas de marketing dos próprios clientes sofreram cortes expressivos de 20% a 30%, gerando uma pressão para que as agências realizem entregas maiores com recursos cada vez mais escassos.

A urgência do papel consultivo e estratégico

Para reverter essa dinâmica e garantir a longevidade dos negócios, o consultor enfatiza a necessidade de uma mudança profunda no posicionamento das agências frente ao mercado. A ideia de atuar apenas como prestadoras de serviços de integração perdeu força.

O caminho indicado por Ivan Fernandes exige que as agências assumam uma postura abertamente consultiva, focada na solução real dos problemas dos clientes, ajudando-os a vender mais, transformar comportamentos e construir valor de marca. Isso envolve ter a coragem de discordar dos anunciantes quando necessário, proteger a propriedade intelectual e atuar como orquestradoras das novas capacidades trazidas pela Inteligência Artificial.

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