Canetas emagrecedoras informais somam mais de 50% do consumo no país
Um levantamento inédito da empresa Scanntech revelou em junho que mais de 50% das canetas emagrecedoras de GLP-1 consumidas no Brasil têm origem no mercado informal.
De acordo com o estudo de varejo da Scanntech, o consumo informal desses medicamentos disparou no país. A estimativa foi realizada cruzando dados de mercado com o aumento atípico na venda de seringas de insulina em farmácias desde o último trimestre de 2025.
Somando os canais formais e as estimativas do comércio paralelo, o uso dos hormônios emagrecedores cresceu expressivos 239% no primeiro trimestre de 2026.
Dados e o perfil dos consumidores brasileiros
Segundo a diretora de marketing da Scanntech, Priscila Ariani, grande parte dos usuários pode consumir os produtos sem saber que estão fora da cadeia regulamentada.
O mapeamento financeiro e de hábitos traz dados importantes:
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6% dos brasileiros adultos declaram fazer uso de medicamentos GLP-1.
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87,4% custeiam o tratamento inteiramente do próprio bolso.
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72% gastam um teto de até R$ 600 por mês.
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39,2% admitem comprometer uma parcela significativa da renda com as aplicações.
Transformações no mercado e varejo alimentício
A análise aponta que o tratamento gera um forte impacto financeiro em outros setores do comércio de consumo. Os usuários reduzem fortemente os gastos com itens de indulgência, como cerveja, destilados, chocolates, snacks e serviços de delivery.
Por outro lado, o varejo registra forte crescimento na busca por alimentos frescos, suplementos proteicos, planos de academia e vitaminas. Como a patente da semaglutida expirou recentemente no mercado nacional, cerca de 47,3% dos entrevistados demonstram alto interesse em iniciar ou retomar o tratamento caso novas opções de preços acessíveis cheguem ao varejo formal.




