Projeto formando cidadão transforma vidas em Samambaia
Em Samambaia, cerca de 150 crianças e adolescentes estão construindo um futuro melhor através do futebol. O projeto Formando Cidadão, desenvolvido há mais de uma década pelo 11º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), oferece aulas gratuitas e muito mais do que esporte.
Para Victor Uriel Maciel, 12 anos, o projeto é sagrado. “É um projeto que ajuda as pessoas que não têm condições de pagar uma escolinha. Aqui a gente aprende de tudo, tanto o básico, tipo tocar a bola, como não ser um jogador desrespeitoso dentro do jogo”, conta.
Mais que Futebol: Formando Cidadãos de Verdade
A iniciativa beneficia estudantes de 7 a 17 anos, incluindo pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social. O foco vai além dos fundamentos do futebol, ensinando valores essenciais como respeito, disciplina, resiliência e trabalho em equipe.
O subtenente Roberto Andrade, coordenador do projeto, explica a filosofia: “O Formando Cidadão começou na Quadra 209 como uma das formas de a Polícia Militar assumir aquela localidade. Pegamos alguns meninos que faziam parte do tráfico de drogas na época e inserimos no esporte”. Ele celebra o sucesso: “Já passaram mais de 8 mil garotos aqui e alguns estão em times profissionais, outros estão trabalhando, muitos são pais de família. A nossa principal meta é formar o cidadão e nisso temos tido êxito. Perdemos poucos para a criminalidade.”
Apoio Escolar e Vagas na Lista de Espera
As aulas, de futebol de salão e campo, duram cerca de uma hora e acontecem no contraturno escolar. Os professores acompanham de perto a frequência e o desempenho escolar dos alunos, garantindo que a dedicação nos estudos continue em alta.
Atualmente, não há vagas abertas no projeto. No entanto, pais e responsáveis interessados podem entrar em contato com o 11º BPM pelo Instagram para serem incluídos na lista de espera.
A iniciativa é um exemplo de como o esporte, aliado a valores e acompanhamento, pode transformar a vida de jovens, tirando-os da rua e oferecendo novas perspectivas. “A melhor coisa que eu fiz foi ter colocado meu filho aqui”, afirma Jullie Cruz de Souza, mãe de um dos alunos, ressaltando a melhora no comportamento do filho.





