Google vai usar IA generativa para criar campanhas de publicidade

Google vai usar IA generativa para criar campanhas de publicidade

Por Guilherme Haas | Editado por Douglas Ciriaco | Por Canal Tech

A corrida do Google para implementar recursos de IA generativa em seus produtos tem outro mercado em vista: o da publicidade. De acordo com o jornal Financial Times, a companhia apresentou para anunciantes a proposta de começar a utilizar, nos próximos meses, inteligência artificial para criar anúncios e campanhas com base nos materiais criados pelos profissionais de marketing.

A ideia é que a IA generativa do Google, que também alimenta o Bard, seja capaz de criar campanhas como uma agência de marketing, ˜remixando˜ os materiais — como vídeos, textos e fotos fornecidos pelos anunciantes — com o objetivo de alcançar o público desejado e bater as metas de venda.

IAs generativas em mais produtos Google

Segundo as informações do Financial Times, o Google planeja implementar os recursos de IA no programa Performance Max, utilizado desde 2020 para gerenciar anúncios e campanhas. O programa já emprega algoritmo e aprendizado de máquina para controlar gastos e traçar estratégias dos espaços publicitários. A novidade, porém, será a aplicação de inteligência artificial para gerar o conteúdo das campanhas.

A apresentação do Google foi recebida com certa desconfiança. Uma pessoa entrevistada pelo Financial Times e familiarizada com a proposta da empresa relatou preocupação sobre a ferramenta, pois as IAs generativas ainda produzem muitas respostas erradas e enviesadas. Em resposta ao jornal, o Google garante que trabalha para produzir um sistema seguro capaz de prevenir esses erros.

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Google quer ampliar uso de IA generativa em seus produtos, mas há preocupação com questões éticas e precisão da ferramenta (Imagem: Kai Wenzel/Unsplash)

Ainda que a gigante de Mountain View tente garantir a precisão de sua IA generativa, os últimos meses foram conturbados para o Google nessa frente. O lançamento do Bard, em março, como uma tentativa de rivalizar com o ChatGPT foi um fracasso, com o chatbot comentendo erros factuais logo em sua primeira demonstração pública. Já uma recente reportagem da Bloomberg revelou que a companhia ignorou alertas e preocupações éticas de funcionários para acelerar o lançamento de produtos com IA.

Enquanto isso, a pressão só aumenta para o Google, inclusive no mercado digital de anúncios e publicidade. A sua concorrente nesse segmento, a Meta — dona do InstagramFacebook e WhatsApp — lançou no ano passado um programa similar ao Performance Max, chamado Advantage+, e planeja implementar IA generativa em seu sistema até o final deste ano.

Fonte: Financial Times

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Alvaro Maciel

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