Cigarros eletrônicos avançam e DF tem maior índice de uso no país
O Distrito Federal registrou o maior índice de estudantes entre 13 e 17 anos que já experimentaram cigarros eletrônicos no Brasil, segundo dados da PeNSE divulgados pelo IBGE em 2026.
Números alarmantes no DF
A pesquisa revela que 43,7% dos alunos brasilienses já tiveram contato com os dispositivos conhecidos como “vapes” ou “pods”. O crescimento foi de 12,9 pontos percentuais em cinco anos. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacam:
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Perfil: O uso é maior entre meninas (44,5%) do que entre meninos (43%).
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Rede de Ensino: Alunos de escolas públicas (48,5%) experimentaram mais que os de escolas privadas (29,7%).
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Ranking: Brasília ocupa a primeira posição entre todas as capitais brasileiras.
Riscos à saúde do jovem
Especialistas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e o médico William Schwartz alertam que o consumo precoce de nicotina sintética gera dependência rápida. O uso desses aparelhos pode causar:
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Lesões pulmonares agudas (conhecidas como EVALI).
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Transtornos de ansiedade e sintomas de depressão.
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Irritações graves nas vias respiratórias e olhos.
Embora a comercialização seja proibida, o mercado ilegal movimenta milhões no Distrito Federal. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e órgãos de vigilância reforçam a necessidade de maior fiscalização para frear o avanço da “fumaça” nas escolas.





