Brasil: um paradoxo entre tecnologia e saneamento básico

Brasil: um paradoxo entre tecnologia e saneamento básico

Uma pesquisa recente do IBGE revelou um dado alarmante sobre a realidade brasileira: enquanto 92,9% da população tem acesso à internet, apenas 66,1% conta com saneamento básico. Essa disparidade evidencia um contraste entre o avanço tecnológico e a persistência de desafios básicos em diversas regiões do país.

Para Christianne Dias, diretora executiva da ABCON SINDCON, a falta de saneamento básico é um reflexo da desigualdade social no Brasil: “Há pessoas pisando no esgoto, enquanto muitos têm dois celulares. Enquanto falamos de inteligência artificial, uma grande parte dos brasileiros não têm acesso ao básico, à água e esgoto tratados.”

Desigualdade regional

A pesquisa do IBGE destaca que a desigualdade no acesso ao saneamento é ainda mais evidente nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices são bem abaixo da média nacional. O Piauí, por exemplo, apresenta o menor índice de acesso à água tratada e esgotamento sanitário do país.

O caminho para a universalização

Diante desse cenário, a parceria entre o poder público e a iniciativa privada é fundamental para acelerar a universalização do saneamento básico no Brasil. A diretora da ABCON SINDCON destaca que o marco legal do setor, ao trazer segurança jurídica para os investimentos, é um passo importante nesse sentido.

“Existe um prazo para universalização dos serviços. Em nove anos, conforme diz o marco legal, o Brasil precisa ter água e esgoto para todos. Estamos avançando, mas ainda muito longe dessa meta”, afirma Christianne Dias.

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Alvaro Maciel

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