Abra as portas e as janelas para o fumacê entrar

Produto é arma contra o mosquito da dengue e não oferece risco à saúde humana ou dos animais domésticos

O fumacê, nome popular do inseticida de ultrabaixo volume (UBV), que combate o mosquito Aedes aegypti, é aplicado nas ruas do Distrito Federal pela Secretaria de Saúde. Porém, a população precisa colaborar para aumentar a eficácia do produto.

O servidor Guanair da Silva, que aspergiu o fumacê nas ruas da Vila Planalto na tarde da terça-feira (29), explica que as pessoas costumam fechar as casas por causa do cheiro do inseticida. Só que o ideal é fazer exatamente o contrário: abrir portas e janelas quando o carro da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) passar.

“A gente tem modificado o odor para ver se incentivamos as pessoas a abrirem as residências. A partir do momento em que a pessoa abre as portas e janelas, o inseticida entra na casa e fica lá por um tempo eliminando o mosquito”, explica o servidor. Composto pela substância neonicotinoide, o produto elimina o Aedes aegypti de maneira imediata, sem oferecer riscos à saúde humana nem aos animais domésticos.

O fumacê é aplicado em horários específicos, das 5h às 7h e das 16h às 19h, acompanhando os hábitos do mosquito. “Pela manhã, ao nascer do sol, ele sai para se aquecer e depois volta para a casa dos moradores. À tarde, sai para reproduzir”, explica Guanair.

O professor Marcus Vinícius afirma que segue as medidas de combate ao mosquito em sua casa na Vila Planalto e deixa portas e janelas abertas enquanto o fumacê passa. “Nessa área tem muito mosquito, então, a gente costuma deixar tudo aberto”, diz.

Professor Marcus Vinicius afirma que segue as medidas de combate ao Aedes em sua casa na Vila Planalto. Foto Tony Winston Agencia Saude DF
Marcus Vinícius, professor, afirma que segue as medidas de combate ao Aedes em sua casa na Vila Planalto

Além de colaborar com o fumacê, a população deve manter os hábitos conhecidos de prevenção. A principal medida é evitar o acúmulo de água parada. Para isso, é preciso virar garrafas de boca para baixo, guardar pneus em locais cobertos, fazer a manutenção de piscinas e caixas d’água, deixar lonas de proteção esticadas para não ficar com água na superfície e preencher pratinhos de plantas com areia, entre outras atitudes. Guanair frisa que autorizar a entrada do agente da vigilância sanitária para vistoriar as residências também é imprescindível.

Moradora da Vila Planalto, a dona de casa Gabriella Mendes conta que sabe das orientações e costuma segui-las. “Antes de eu mudar para a casa em que estou, o imóvel não tinha aquela cartinha com as anotações dos agentes. Agora, um novo agente providenciou uma para mim e eles já me visitaram duas vezes neste ano”, contou. “A gente abre as portas todas as vezes em que o fumacê passa, justamente para matar o mosquito”, assegurou a dona de casa.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Agência Brasília* | Edição: Renata Lu

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Alvaro Maciel

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