Vacina contra o HPV: Prevenção que salva vidas além dos tabus

Vacina contra o HPV: Prevenção que salva vidas além dos tabus

A vacinação contra o HPV no Brasil avançou muito, superando até a média global. Hoje, mais de 82% das meninas e 67% dos meninos já iniciaram a proteção. Mesmo assim, barreiras culturais e desinformação ainda impedem que muitos jovens fiquem protegidos contra doenças graves, como o câncer de colo de útero.

Por que vacinar cedo?

O HPV é a causa principal do câncer de colo de útero, o que mais mata mulheres até os 36 anos no país. A recomendação médica é vacinar entre os 9 e 14 anos por dois motivos simples:

  • Melhor resposta: O organismo jovem reage melhor à vacina, criando mais anticorpos.

  • Prevenção real: A imunização deve ocorrer antes do contato com o vírus, garantindo proteção total.

Diferente do que muitos pensam, a vacina não é um incentivo à vida sexual precoce, mas sim uma estratégia de saúde pública para evitar cânceres e verrugas genitais no futuro.

Tipos de vacina e quem pode tomar

Existem duas opções principais disponíveis no Brasil:

  • Quadrivalente (SUS): Protege contra os quatro tipos mais comuns do vírus. Atualmente, está disponível em dose única para jovens de 9 a 14 anos (com ampliação temporária até os 19 anos para quem perdeu o prazo).

  • Nonavalente (Rede Privada): Protege contra nove tipos do vírus, cobrindo cerca de 90% dos casos de câncer de colo de útero. É indicada para pessoas de 9 a 45 anos.

O HPV não é só um problema feminino

Embora o câncer de colo de útero seja o mais conhecido, o HPV também atinge os homens, podendo causar câncer de pênis, garganta e ânus. Vacinar os meninos é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger toda a sociedade.

Compartilhe:

Alvaro Maciel

Deixe um comentário

Fale Conosco

As marcas e imagens inseridas neste site, pertencem aos seus respectivos donos, usadas somente para representação dos produtos e serviços.