Novas regras do Banco Central para as Fintechs
O mercado de tecnologia financeira, as fintechs, passa por uma fase de grandes mudanças em 2026. O Banco Central (BC) implementou novas normas que prometem aumentar a transparência e a segurança, mas que também devem acelerar a união de empresas do setor.
As mudanças afetam principalmente o modelo Banking as a Service (BaaS) — quando empresas como varejistas oferecem serviços bancários através de uma fintech parceira.
O que muda para o consumidor?
A maior vantagem para o cliente final é a clareza. Agora, as responsabilidades devem estar detalhadas em contrato.
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Transparência: Você saberá exatamente quem é o responsável pelo serviço financeiro.
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Segurança: Em caso de problemas, será mais fácil acionar a empresa prestadora ou o Banco Central.
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Prevenção: Regras mais rígidas contra lavagem de dinheiro tornam o sistema mais robusto.
Desafios para as empresas
As fintechs precisam se adequar até o fim de 2026. Entre os principais desafios técnicos e financeiros, destacam-se:
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Capital Mínimo: A exigência de patrimônio subiu de R$ 1 milhão para valores entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões.
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Ajuste de Tecnologia: Modelos onde o lojista recebia todo o dinheiro antes de distribuir aos clientes não serão mais permitidos.
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Fornecedor Único: Cada empresa só poderá contratar um prestador por tipo de serviço (crédito, conta ou pagamento).
O futuro do setor
Especialistas acreditam que essas medidas vão “subir a régua” do mercado. Embora as exigências de capital possam dificultar a entrada de novos participantes, o resultado será um ecossistema de fintechs mais forte, profissional e seguro para todos os brasileiros.




