GDF reforçam segurança para evitar acidentes com inflamáveis

GDF reforçam segurança para evitar acidentes com inflamáveis

Hoje, as forças de segurança do DF e integrantes do Plano de Auxílio Mútuo irão participar de simulação anual

Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

Você já ouviu falar no PAM? O Plano de Auxílio Mútuo é uma colaboração entre órgãos e forças de segurança do Governo do Distrito Federal (GDF) com empresas voluntárias do ramo de combustíveis e inflamáveis com o objetivo de preparar e capacitar profissionais para traçar protocolos de atuação em situações emergenciais.

Nesta quarta-feira (20), as forças de segurança do DF e empresas participantes do Plano de Auxílio Mútuo irão participar da simulação anual. O objetivo é preparar tanto os servidores quanto os funcionários da iniciativa privada para lidar com situações emergenciais de risco

Atualmente, 15 empresas do ramo de manejo de produtos perigosos integram o PAM, cuja subcoordenação compete à Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil do DF. “Atuamos como órgão de articulação entre os entes participantes do plano para que haja uma maior eficiência na atuação dos envolvidos”, enfatiza o tenente Arlindo José da Silva, gerente de produtos perigosos da Defesa Civil.

Nesta quarta-feira (20), às 9h, as forças de segurança do DF e empresas integrantes do plano irão participar da simulação anual do PAM na Rota de Segurança, no Setor de Inflamáveis (SIN).

O objetivo é preparar tanto os servidores quanto os funcionários da iniciativa privada para lidar com situações emergenciais de risco. “Esses simulados são feitos sob demanda, prevendo grandes ocorrências que possam ocorrer no território do DF”, resume o capitão Túlio Colombaroli, do Grupamento de Proteção Ambiental do CBMDF.

O cenário simulado, na ocasião, será uma colisão entre um caminhão-tanque com um ônibus de transporte coletivo. “O objetivo é identificar as demandas das ocorrências, podendo ser desde uma questão simples de contenção do produto derramado até uma ação conjunta entre órgãos. Tudo para que a gente tenha uma melhor resposta em futuros episódios”, explica.

A ação também simulará os impactos ambientais de ocorrências envolvendo manejo de produtos perigosos. “A ideia também é melhorar as práticas de atendimento a fim de evitar ao meio ambiente danos ocasionados nestas ocorrência. Estamos falando de cenários de vazamento de hidrocarbonetos, que, de uma forma geral, em contato com algum corpo sensível, geram contaminação e riscos à fauna e à flora local”, afirma o diretor de Emergências, Riscos e Monitoramento Ambiental do Brasília Ambientas, Charles Dayler.

“Esta é uma das frentes de atuação que existem para que essas empresas possam se auxiliar em casos de emergências, como incêndios, por exemplo”, explica o coordenador do PAM e funcionário da Vibra Energia, Dilson Oliveira de Souza. “O plano prevê que quando os recursos materiais ou humanos não forem suficientes, as outras companhias irão contribuir. Essa atuação conjunta também contempla a etapa de planejamento, conscientização e prevenção para que, havendo uma ocorrência, todos estejam aptos a auxiliar”, prossegue.

O colegiado também conta com a participação de membros do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Instituto Brasília Ambiental e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).

Souza destaca que, hoje, além do PAM, o DF conta com a Comissão Distrital do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (CD-P2R2), que também se destina a trazer estratégias para garantir a segurança dos funcionários de manejo de produtos perigosos.

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Alvaro Maciel

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