Cerveja, cachaça e hidromel estão entre as estrelas das bebidas artesanais

Cerveja, cachaça e hidromel estão entre as estrelas das bebidas artesanais

Novo mercado está em expansão no Distrito Federal, mas consumo ainda é baixo, se comparado ao das bebidas tradicionais. No caso da cerveja artesanal, apenas de 2% a 3% dos moradores do DF se reconhecem como consumidores

Até pouco tempo, quem se aventurava pela seção de bebidas no supermercado encontrava poucas opções. Era comum ver apenas as tradicionais cervejas industrializadas, à base de trigo ou cevada. Mas o cenário está mudando e o mercado de bebidas artesanais está em ascensão. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Distrito Federal, quatro a cinco novas empresas no setor de bebidas são registradas mensalmente. As atividades abrangidas vão de importadores — majoritariamente de vinho — a fabricantes de refrigerantes, sucos, polpas, kombucha, cerveja e cachaça.

A possibilidade de explorar cores, texturas e sabores típicos do cerrado, a renda per capita alta e a concorrência baixa são alguns dos fatores que têm mobilizado os empreendedores apaixonados pelo ramo a investirem e trazerem seus negócios para a capital federal. É o que explica o presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva-DF), Pedro Capozzi. “No caso das cervejas artesanais, ainda é um mercado novo aqui. São 13 fábricas no DF, enquanto o Rio de Janeiro tem mais de 290”, pontua. No total nacional, em média, são registradas 95 novas empresas de bebidas por mês.

No caso das cervejas artesanais, o DF apresenta um cardápio plural: são 265 rótulos diferentes, segundo informações da Abracerva-DF. “É um mercado muito passional. As pessoas acabam investindo em um sonho, começam a fazer cerveja em casa e, com bons resultados, entram no ramo”, diz Capozzi, dono e proprietário da Cervejaria Cruls, que está há cinco anos no mercado e foi uma das primeiras a se instalar na capital. Hoje, produzem de 30 a 35 mil litros de bebida.

Apesar do crescimento e da diversidade, de acordo com o dirigente, apenas de 2% a 3% dos moradores do DF se reconhecem como consumidores de cerveja artesanal.

Pluralidade

Para além do mercado de cervejas artesanais, as cachaçarias também têm ganhado destaque no DF. A qualidade das bebidas produzidas fez com que Brasília carimbasse lugar no podium das 250 mais queridas do Brasil, do 5º Ranking da Cúpula da Cachaça. Em um universo de mais de quatro mil rótulos, as candangas Saracura, Cavaco, Remedin e Meia-Noite foram eleitas entre as melhores. Empresário e sócio proprietário da Cachaça Remedin, João Chaves Marques Faria, 21, conta que começou a venda do produto em 2021 e, este ano, o faturamento da empresa já dobrou.

“Aqui em Brasília não existia um mercado de cachaça. Junto com o nosso negócio, surgiram outros vendedores e isso foi fomentando a capital”, diz João. De 12 anos para cá, após tentativas de negócios, sem retorno, surgiu a ideia de empreender com aquilo que a família ama. “Quem gosta de destilado e experimenta (cachaça), vê que é uma bebida de qualidade imensa, comparado com alguns destilados consegue, inclusive, se sobressair”, pontua.

Desafios

Na pluralidade de produtos que surgiram no DF ao longo dos últimos anos, há bebidas de origem milenar. É o caso do hidromel, conhecido como vinho de mel, um dos mais antigos do mundo. Quem é fã de seriados como Game of Thrones ou Vikings, ou de filmes que tenham a ver com a cultura nórdica, já deve ter ouvido falar da bebida. 

“É uma das coisas mais agradáveis que podemos fazer para além do mel. Uma vez que sua composição básica é o mel, água, e sua fermentação natural. E, com o passar do tempo, a bebida se faz”, explica a apicultora Marinice Rocha, 56, responsável pelo Mel do Altiplano, que ingressou no ramo há oito anos com o marido. 

Apesar do aumento da demanda, a apicultora diz que os desafios para quem fabrica bebidas artesanais no DF ainda são grandes, principalmente no caso daqueles que produzem em pequena escala. “O desafio é ter um ponto de comercialização. No nosso caso, temos a Ceasa, página na internet, mas acredito que, para qualquer produto, inclusive o próprio hidromel, o desafio é ter um local para escoar”, observa.

Receita para curtir o frio — chocolate quente com cachaça

O chocolate quente é uma bebida típica de festa junina, mas não é exclusiva dessa festividade. É consumido em qualquer época do ano, especialmente no frio. Para deixar essa maravilha ainda melhor, lá vai a dica da Remedin: chocolate quente cai bem com cachaça. Você pode incrementá-lo usando a Ouro ou a Extra Premium. O resultado é um drink com a cara do inverno.

Ingredientes


250ml de leite integral
2 colheres de sopa de chocolate em pó
1/2 colher de chá de amido de milho
1 pau de canela
125g de chocolate meio amargo
30 a 100ml de cachaça envelhecida
125ml de creme de leite pasteurizado
2 gotas de essência de baunilha
1/2 colher de sopa de açúcar
4 nozes picadas

Preparo


1. Bata o creme de leite, o açúcar e a baunilha até formar chantilly. Reserve na geladeira.
2. Coloque o leite, o chocolate em pó, o amido e a canela em uma panela e leve ao fogo. Corte o chocolate grosseiramente.
3. Quando o leite estiver quase fervendo, adicione o chocolate e misture até que derreta.
4. Mantenha o fogo baixo. Adicione o leite e a mistura de amido de milho com leite.
5. Cozinhe em fogo baixo até engrossar.
6. Retire do fogo, descarte o pau de canela e adicione a cachaça.
7. Bata o chocolate com um mixer de mão para ficar bem emulsionado.
8. Passe para as canecas, corte as nozes e salpique sobre o chocolate.
*Receita da Cachaça Remedin

Serviço

@remedincachaca
www.remedincachaca.com.br

Cervejaria Cruls
(61) 99814-1892

@crulscervejaria
www.loja.crulscervejaria.com.br

Mel do Altiplano
(61) 99961-1648

@meldoaltiplano
www.meldoaltiplano.com.br

Do CB

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Alvaro Maciel

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