Brasis Ateliê Gastronômico: uma experiência ímpar na área rural do DF

Brasis Ateliê Gastronômico: uma experiência ímpar na área rural do DF

Convertida de produtora cultural à cozinheira profissional há três anos, a chef Di Oliveira prepara pratos variados e inventivos

Tem lugares que me encantam só pela proposta e localização. Especialmente depois da pandemia, tenho preferido os mais abertos, que convidam a uma estada mais prolongada e a uma experiência mais diferenciada. E parece que alguns empreendedores têm entendido essa vontade que não é somente minha, mas de quem aprecia boa comida e não quer se enfiar dentro de um shopping ou de um ambiente abarrotado de gente, com ar-condicionado e pouca ventilação natural.

Outro dia, me embrenhei pelo Lago Oeste para conhecer o Brasis Ateliê Gastronômico, espaço do qual já tinha ouvido falar e nutria muita curiosidade. Fui à noite, num dia de semana, e logo de cara senti um aconchego muito bacana. Sabe aquele lugar tranquilo, com boa música, decoração diversificada, mas ao mesmo tempo interessante? Achei até bastante romântica. Pena que a minha vida amorosa anda mais parada do que água em pneu, senão até arriscaria um date por lá (risos). Opa, fica a dica aí para o Dia dos Namorados, hein? Me disseram que bastante gente já foi pedida em casamento por lá e que houve algumas cerimônias também.

A casa pertence a Di Oliveira, produtora cultural há 27 anos, que se converteu em cozinheira profissional há pouco mais de três primaveras. E que cozinheira, viu? Ela tem um dom para os temperos, eu diria. E escolhe cuidadosamente todos os ingredientes. Parte deles vêm de pequenos produtores das redondezas do restaurante, sendo uma parcela orgânica.

A Di me contou que está reformulando a forma de atender. A partir deste mês, a casa funciona apenas com menus degustação, para tornar a escolha mais acertada a cada tipo de paladar. Antes os pratos eram vendidos à la carte. Tem cardápios com três (R$ 142) e cinco etapas (R$ 168), um vegetariano e outro às cegas.

Em cada uma das opções, a chef oferece alternativas para que o cliente monte a sua própria sequência. Na de três passos, por exemplo, as opções de entrada passam por ceviche com cubos de manga e cebola roxa marinados em limão galego e taiti; casquinha de caranguejo gratinada com queijo provolone e servida com farofa da chef, bolinho de feijoada servido em cama de couve refogada e crispy de bacon e tulipa de frango empanada na farofa de açaí e escoltada por maionese artesanal de pequi.

Nos principais, também são quatro opções: camarões rosa empanados na farinha panko no e coco, servidos com arroz de bacon, alho-poró, pimentões, cebola, palmito pupunha assado e crispy de alho poró; filé na cachaça envelhecida, com farofa da chef e maionese de batatas com palmito pupunha; pato ao tucupi acompanhado de arroz mini cremoso com jambu refogado e maçã verde e farofa de maracujá; e polvo grelhado ao vinho branco acompanhado por arroz negro molhadinho, batatas na manteiga de ervas, tomates confitados e farofa.

Nas sobremesas, figuram a rabanada com doce de leite da roça e espuma de limão siciliano; o cannoli; a cartola com banana da terra, queijo fresco da Serra da Canastra, canela e açúcar; e a abóbora cabotiá caramelizada acompanhada de sorvete de tapioca, calda de anis, lascas de coco e farofa doce.

Em minha experiência, ainda pude provar ainda o filé suíno ao molho de seriguela e o divino bobó de camarão, que recomendo bastante. Nos doces, fui de Romeu e Julieta, com uma apresentação nada óbvia, e a banana da terra empanada é servida com doce de leite e sorvete de baru.

Para os vegetarianos, devo dizer que também há opção de menu com cinco etapas, a R$ 159, e para quem aprecia uma sequência às cegas, a chef oferece um cardápio especial às sextas e sábados, preparado de acordo com o gosto pessoal de casa mesa, a R$ 268. Já os que querem ir lá só para tomar um vinho e petiscar, a pedida é o menu que sai a R$ 138 e é recheado por belisquetes.

Eu quero ir de novo. Não sei se só ou acompanhada, mas terei o estômago vazio para poder provar mais delícias desse lugar que é um achadinho dos bons.

Brasis Ateliê Gastronômico

Onde: DF 001 – Rua 12 – Chácara 77 Núcleo Rural Lago Oeste Brasília-DF. Funciona às quintas e sextas, das 17h às 23h; sábados, das 12h30 às 17h30 e das 19h às 23h; domingos e feriados, das 12h30 às 17h30. Telefone: (61) 99446-2540. Menu completo: brasisatelie.com.br. Instagram: @brasisateliegastronomico

 
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Alvaro Maciel

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