McDonald’s deixa Rússia após mais de 30 anos de operações

McDonald’s deixa Rússia após mais de 30 anos de operações

Rede de fast-food já havia anunciado o fechamento temporário de restaurantes no início da guerra; empresa deverá registrar impacto financeiro entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia vem deixando marcas na economia mundial e afetando empresas localmente. Após o estopim dos conflitos, em março deste ano, diversas empresas anunciaram sanções ao mercado russo, entre elas o McDonald’s, que fechou algumas unidades pelo país. Agora, a rede anunciou que está retirando operações da Rússia de forma definitiva. O comunicado foi feito nesta segunda-feira, 16.

A marca chegou ao país há 32 anos e contava com 850 unidades em território russo, o que significa uma participação de 2% a 3% de todo o seu lucro operacional, conforme indica Sean Dunlop, analista da Morning Star ao AdAge. De acordo com a companhia, os negócios não são mais sustentáveis, devido à crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia e inconsistência de valores. A chegada do McDonald’s – uma empresa norte-americana – à Rússia em 1990 foi simbólica, uma vez que aconteceu depois da queda do Muro de Berlim.

O destino da rede já parece certo. Segundo o Business Insider, o McDonald’s informou também que venderá seus negócios russos a um comprador local e que deverá desativar todos os restaurantes na Rússia. Ou seja, tudo o que é relativo à empresa, como cardápio, nome e logotipo, não poderão mais ser utilizados.

De acordo com matéria do G1, a marca empregava 62 mil funcionários na Rússia. Chris Kempczinski, CEO da rede, afirmou: “Temos uma longa história de estabelecer raízes locais profundas onde quer que os arcos brilhem. Estamos excepcionalmente orgulhosos dos 62 mil funcionários que trabalham em nossos restaurantes, juntamente com as centenas de fornecedores russos que apoiam nossos negócios e nossos franqueados locais. Sua dedicação e lealdade ao McDonald’s tornam o anúncio de hoje extremamente difícil”.

Outras companhias de diversos segmentos já anunciaram a saída da Rússia. Holdings como Dentsu, WPP, Interpublic, Accenture e Publicis Groupe deixaram de ter escritórios e operações no País ainda em março.

Por Giovana Oréfice para o Meio e Mensagem

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Alvaro Maciel

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