Três estratégias de longo prazo para lucrar com o metaverso

Três estratégias de longo prazo para lucrar com o metaverso

Recente alta do mercado favoreceu a recuperação dos principais tokens ligados ao metaverso, mas preços ainda estão distantes de suas máximas históricas.

A alta do mercado de criptomoedas nos últimos dias de março favoreceu a recuperação do preço dos principais tokens de projetos do metaverso. Em geral, está classe particular de ativos digitais registrou valorizações de dois dígitos, bastantes superiores às do Bitcoin (BTC) e do Ethereum (ETH), as duas criptomoedas dominantes.

No entanto, os níveis atuais de preço dos tokens do metaverso ainda estão bem distantes aos de suas máximas históricas, sugerindo que há espaço para mais crescimento, caso o mercado confirme a retomada da tendência de alta.

Nos últimos sete dias, os cinco principais tokens do metaverso em termos de capitalização de mercado registraram ganhos máximos de 54,7%, com o mais novo integrante do grupo, o ApeCoin (APE), e mínimos de 15,6%, com Decentraland (MANA). Axie Infinity Shards (AXS), com 38,1%, Enjin Coin (ENJ), com 26,3% e The Sandbox (SAND), com 17,2% também tiveram desempenhos notáveis.

Gráfico diário dos 5 principais tokens do metaverso nos últimos sete dias. Fonte: Trading View

 

Atualmente, estamos entrando na era da Web3. Combinando elementos nativos da indústria de criptomoedas, como os livros razão distribuídos da tecnologia blockchain, tokens fungíveis e não fungíveis a tecnologias exógenas, como realidade virtualinteligência artificial e a internet das coisas, metaversos deverão ter um papel central nesta nova fase de transformação digital da experência humana.

Estas características únicas proporcionam aos investidores estratégias diferentes de exposição ao mercado. A seguir, o Cointelegraph Brasil apresenta três estratégias de longo prazo para busca de lucros sustentáveis e duradouros neste admirável mundo novo de ambientes digitais interativos emergentes.

1. Investimento direto

O primeiro e mais óbvio trata-se do clássico investimento direto em tokens nativos de projetos e plataformas do metaverso. Criptomoedas ligadas a blockchains que oferecem infraestrutura para estas plataformas são os investimentos de menor risco.

Incluem-se aí o Ether, Solana (SOL), Avalanche (AVAX) Polygon (MATIC) e Gala Games (GALA). Embora o crescimento exponencial inicial que estes ativos registraram logo após seus lançamentos já estejam distantes, uma estratégia de DCA (dollar cost average), que prevê o investimento regular e periódico de pequenas quantias pré-determinadas, é uma boa estratégia para se beneficiar do crescimento do metaverso sob uma perspectiva mais ampla.

De forma mais direta, é possível investir diretamente nos cinco principais tokens diretamente vinculados a projetos do metaverso mencionados acima, também utilizando uma estratégia com aportes periódicos visando um lucro sustentado no longo prazo.

Ou então, apostar em projetos nascentes ou com capitalização de mercado mais modesta, os quais, em teoria, teriam mais espaço para valorizações explosivas. Incluem-se aqui tokens como o Radio CACA (RACA), DeFi Kingdoms (JEWEL), Metahero (HERO), My Neighbor Alice (ALICE) e Bloktopia (BLOK).

Todos eles estão entre 30% e 80% abaixo de seus recordes históricos de preço no momento.

2. Terrenos virtuais

As plataformas dominantes de metaversos descentralizados baseiam seu modelo econômico na comercialização, monetização e exploração de terrenos virtuais. Estas parcelas de terra sob a forma de NFTs replicam em ambientes virtuais uma fonte de geração de riqueza clássica ao longo da história da humanidade. 

A lógica econômica que faz dos terrenos virtuais um investimento interessante é a mesma que faz do setor imobiliário um dos mais atrativos para investidores em busca de estabilidade, segurança e retornos garantidos no longo prazo.

Ao contrário das criptomoedas e de NFTs colecionáveis, cuja volatilidade dos preços tende a ser grande, terrenos virtuais em plataformas como The Sandbox (SAND) e Decentraland (MANA) têm se mostrado crescentemente rentáveis ao longo do tempo, de acordo com dados da plataforma de monitoramento de aplicativos descentralizados Dapp Radar.

No caso do The Sandobox, os últimos 30 dias registraram um crescimento no número de usuários ativos, no número e no volume de transações. Já o preço base de uma parcela de terra no The Sandbox caiu considerando-se seu valor em Ether no mesmo período, mas cresceu em dólares. A diferença pode ser explicada pela valorização de 21,5% da criptomoeda entre 26 de fevereiro e 28 de março.

De qualquer forma, um terreno pode ser explorado de diversas maneiras, então não é possível avaliar a assertividade do investimento apenas em função do valor de mercado dos terrenos. Metaversos são ambientes virtuais em construção e os terrenos virtuais são a base de tudo que a imaginação humana será capaz de idealizar para dar vida a eles. 

Proprietários de terrenos virtuais podem criar experiências únicas para usuários da plataforma e explorá-las comercialmente. Também podem alugá-los para a utilização de terceiros, além é claro de utilizarem-nos como instrumento de especulação financeira, como é comum no mercado de criptomoedas.

NFTs

Como se pode depreender a partir das formas de exploração dos terrenos virtuais, os tokens não fungíveis são um elemento chave para a exploração do potencial do metaverso. Avatares, cards colecionáveis, itens de jogos tão diversos quanto armas, veículos e skins, entre outras coisas, funcionam como alicerce da economia do metaverso.

Assim, uma forma de se beneficiar indiretamente da expansão destes ambientes virtuais emergentes é investindo em NFTs vinculados a plataformas específicas. Por exemplo, comprando ou breedando NFTs de Axies, as criaturas fantásticas necessárias para jogar Axie Infinity (AXS), para utilizá-las ou cedê-las a outros jogadores em troca de eventuais recompensas que eles venham a obter.

As naves espaciais de exploração em Star Atlas (ATLAS), o épico de ficção científica baseado na blockchain da Solana, permite que seus proprietários a utilizem para empreender missões no metaverso em conjunto com outros usuários. Ou podem ser simplesmente alugadas em troca de uma remuneração fixa.

Os heróis de DeFi Kingdoms (JEWEL) podem ser usados tanto em missões particulares pelos próprios detentores dos seus respectivos NFTs quanto podem ser alugados a jogadores que não possuem capital suficiente para comprá-los.

E, é claro, todos eles têm valor nominal e portanto também podem ser negociados no mercado secundário como forma de recuperar o investimento e potencializar eventuais lucros. Neste caso, investidores que estão entre os primeiros adeptos de jogos e coleções têm maiores chances de obter lucros com NFTs.

Assim, é interessante acompanhar projetos nascentes através de redes sociais como o Twitter e em comunidades do Discord para participar dos whitelists que franqueiam acesso à mintagem dos NFTs.

Não faltam opções de investimento no metaverso. Dado que se trata de um dos setores mais novos da indústria de criptomoedas, novas modalidades ainda estão por surgir. Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a melhor forma de entender o metaverso é explorando seus recursos como usuário – e não única e exclusivamente através de investimentos financeiros.

As visões e opiniões expressas aqui são exclusivamente do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Cointelegraph Brasil. Cada movimento de investimento e negociação envolve risco. Você deve realizar sua própria pesquisa ao tomar uma decisão.

https://cointelegraph.com.br/news/three-long-term-strategies-for-profiting-from-the-metaverse

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Alvaro Maciel

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