Home office, híbrido ou presencial: como fica o trabalho depois da variante ômicron

Home office, híbrido ou presencial: como fica o trabalho depois da variante ômicron

No final do ano passado, as empresas já tinham definido suas políticas com relação ao retorno dos funcionários ao trabalho presencial. Boa parte delas havia optado por um modelo híbrido, com pelo menos um dia no escritório. Mas daí veio a variante ômicron e tudo mudou. As companhias tiveram que recuar e voltar a pensar no que fazer daqui para a frente.

Como ficarão, então, os próximos doze meses? Ainda é cedo para dizer. Mas, segundo Sandra Boccia (@ssandraboccia), diretora editorial de Época NEGÓCIOS, o fato é que, depois de dois anos de pandemia, as companhias já dispõem de dados suficientes para saber o funciona ou não em relação ao home office.

É possível que a decisão sobre trabalho presencial, híbrido ou remoto não aconteça de forma unilateral. Uma tendência internacional aponta uma mudança no comportamento dos líderes, que passaram a consultar os funcionários nessa tomada de decisão. “Hoje, tem muita gente que não consegue mais se imaginar a semana inteira dentro do escritório. Parece algo muito errado, ou do século passado”, disse a diretora editorial durante seu boletim Bolsa de Valores, na CBN.

Ainda em consequência da pandemia, algumas empresas começaram a quebrar tabus, não só em relação ao trabalho presencial, mas também no que diz respeito aos dias em que o profissional tem que estar disponível, aponta Sandra Boccia. Segundo ela, há muita gente defendendo uma semana de trabalho de quatro dias, sem alteração de salário – como já acontece em países como a Nova Zelândia.

Quem é a favor da medida diz que, na semana mais curta, os funcionários ficam mais produtivos e eficientes. Algumas empresas aderiram ao modelo, em sistema de teste. É o caso da Panasonic ou da Canon. Outra companhia que está pensando no assunto é a Unilever, com a ajuda de acadêmicos das universidades de Oxford e Cambridge.

Uma outra discussão que começa a ganhar força é a transparência sobre salários, em todos os níveis. Há quem argumente que seria justo que todos os profissionais soubessem quem ganha quanto e por quê. É fundamental que as empresas já comecem a se preparar para esse tipo de discussão, diz a diretora.

Quer saber mais sobre o futuro do trabalho e o que se espera do novo profissional? Ouça o boletim Bolsa de Valores, todos os domingos na CBN.

Da Epoca Negócios 

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Alvaro Maciel

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